O deputado estadual Wilson Santos (PSD), candidato à reeleição, resgatou, como professor de história, nesta segunda-feira (14), o processo de criação do Supremo Tribunal Federal (STF) e avaliou que a instituição atravessa uma das mais graves crises de credibilidade de sua história. Para ele, o momento exige uma reflexão sobre a independência do Judiciário e a necessidade da Corte estar acima das disputas políticas.
O parlamentar lembrou que o STF foi instituído pela Constituição de 1891, em substituição ao Supremo Tribunal de Justiça, criado em 1829, durante o Império de Dom Pedro I. Segundo ele, a Corte possui 135 anos de história e nunca teria enfrentado uma crise de credibilidade com a dimensão atual e, que o problema não está na instituição em si, mas na conduta de alguns de seus integrantes, que provocaram uma situação de descrédito sem precedentes.
Em relação às denúncias envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, Wilson Santos defendeu que eventuais irregularidades sejam rigorosamente apuradas, sem distinção entre autoridades, partidos ou grupos políticos. Ele também criticou a proximidade entre integrantes do Supremo e interesses políticos ou econômicos.
Para o deputado, o Supremo precisa recuperar a confiança da sociedade por meio de decisões que demonstrem imparcialidade, equilíbrio e respeito à Constituição. “O Supremo não pode ser visto como adversário de um lado político, muito menos como aliado de um outro lado. Não pode parecer governo, não pode parecer oposição, não pode parecer partido político. O Supremo precisa parecer e ser justiça”, declarou.
Ele defendeu ainda que a força do STF não deve ser medida apenas pelos poderes constitucionais que possui, mas principalmente pela confiança que consegue conquistar. Na sua avaliação, a Corte deve estar acima das paixões políticas e garantir tratamento igual a todos os cidadãos, independentemente de posição social, orientação política ou vínculo com o poder. “O Brasil não precisa de um STF menor. Precisa de um STF maior moralmente”, posicionou.
Ao concluir, Wilson Santos reforçou que o Supremo Tribunal Federal pertence à República e não a ministros, partidos ou governos. Para ele, a recuperação da credibilidade da instituição passa pela demonstração de que a Constituição está acima das pessoas, a lei acima dos interesses e a justiça acima da política.





