A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) instaurou nesta terça-feira (1º) um inquérito civil para investigar as circunstâncias da aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O movimento surge em meio a fortes críticas e suspeitas sobre possíveis prejuízos ao patrimônio público e interesses políticos ocultos por trás da transação.
A negociação, anunciada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) na última sexta-feira (28), prevê a compra de 58% do capital do banco paulistano por um valor estimado entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões. Apesar de aprovada pelo Conselho do BRB, a operação ainda depende de aprovação do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) — sendo que o BC informou não ter recebido o pedido formal até o momento.
A Câmara Legislativa do DF também entrou na discussão. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi convocado para uma audiência pública marcada para a próxima segunda-feira (7), onde deverá explicar os detalhes da negociação. A iniciativa foi liderada pelo presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), após a repercussão negativa do caso.
O deputado distrital Fábio Felix (Psol) formalizou um pedido de investigação junto ao Ministério Público de Contas, criticando a aquisição como “injustificável” e perigosa para os cofres públicos. Para Felix, o negócio pode representar riscos concretos ao erário, especialmente considerando os antecedentes do Banco Master e sua situação financeira.
Embora a notícia tenha movimentado o mercado — com as ações do BRB registrando alta superior a 80% na segunda-feira (31) —, as incertezas e suspeitas em torno do caso continuam crescendo. A condução do governo Ibaneis Rocha e a justificativa da compra devem ser acompanhadas de perto pela sociedade e por órgãos fiscalizadores, conforme destaca O Farol Diário.