França proíbe o uso da túnica muçulmana nas escolas

A decisão foi percebida como uma resposta inicial à crescente presença do Islã na Europa

Em uma decisão impactante para a Europa, o novo ministro francês da Educação, Gabriel Attal, proibiu o uso de túnicas islâmicas nas escolas francesas. A medida foi tomada em resposta ao aumento do número de alunos que adotaram essa vestimenta, principalmente no ensino fundamental e médio.

“Decidi que o uso da abaya será proibido na escola”, afirmou o ministro categoricamente em uma entrevista ao canal TF1, na noite de domingo (27). “Quando entramos em uma sala de aula, não devemos ser capazes de identificar a religião dos alunos olhando para eles”, explicou.

A lei que veta o uso de símbolos religiosos em instituições de ensino francesas, adotada em março de 2004, assegura a aplicação do princípio da laicidade no país.

Conforme reportagem do jornal Le Figaro, a declaração de Attal atende às expectativas de diretores, professores e outros profissionais, que aguardavam uma posição do governo francês sobre essa questão. Até então, a decisão de permitir ou proibir o uso da vestimenta ficava a cargo de cada escola.

Com essa medida, Gabriel Attal, nomeado para a pasta da Educação em julho deste ano, demonstra, poucos dias antes do retorno às aulas na França, que o Estado laico é um valor central da República Francesa, representando “uma liberdade”, conforme destaca o site do jornal Libération.

Cultura francesa diante de desafios

A decisão foi percebida como uma resposta inicial à crescente presença do Islã na Europa. Na França, o número de muçulmanos praticantes já é quase três vezes maior do que o número de católicos.

O país também enfrenta uma crise cultural, com antigas tradições cristãs sendo substituídas por práticas islâmicas.

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