Idosa presente nos atos do 8 de janeiro é condenada a mais tempo de prisão do que ex-líder do PCC

Dirce Rogério foi condenada a 16 anos de prisão apenas por estar presente nas manifestações, enquanto Marco Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, foi condenado a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa

Dirce Rogério, moradora de Rio do Sul, foi condenada pelo STF a 16 anos de prisão por seu envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Ela passou oito meses na Penitenciária Estadual Feminina do Distrito Federal antes do julgamento e foi liberada para aguardar usando uma tornozeleira eletrônica.

A defesa alega que Dirce estava em Brasília para participar de uma “oração pelo Brasil” na Catedral da cidade com outras mulheres, negando sua participação em atividades violentas. O advogado, Helmar de Souza Amancio, planeja recorrer da decisão, expressando tristeza com a sentença condenatória.

A acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) inclui crimes como associação criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Testemunhas da defesa afirmam que Dirce e seu grupo, composto em sua maioria por pessoas idosas, carregavam apenas itens religiosos e bandeiras do Brasil, sem portar armas ou participar de atos de vandalismo.

O relato da defesa indica que, durante os acontecimentos, eles foram orientados por soldados do Exército a se abrigarem no Palácio do Planalto para proteção contra bombas de efeito moral. Helmar Amancio afirma que Dirce foi induzida ao erro durante o episódio.

O caso Marco Roberto

Marco Roberto de Almeida, também conhecido como Tuta, era apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como o sucessor de Marcola na coordenação das atividades do PCC fora do sistema carcerário. Em 2020, após a transferência dos principais líderes da facção para presídios federais, Tuta ascendeu ao posto de maior liderança do PCC nas ruas.

Ele foi condenado a 12 anos de prisão por associação criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença foi dada pelo juiz Leonardo Valente Barreiros, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), em 27 de fevereiro.

Em 2022, Tuta foi acusado de enriquecer ilicitamente às custas da organização criminosa, o que resultou em sua expulsão do PCC. Há suspeitas de que ele tenha sido sequestrado e executado pelo tribunal do crime da facção. Oficialmente, Tuta é considerado foragido.

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