Lula eleva investimento publicitário na TV Globo em 60%, enquanto corta 61% dos gastos em combate à dengue em comparação com Bolsonaro

Em contraste com a administração Bolsonaro, governo atual priorizou investimentos em mídia televisiva em 2023, reajustando o orçamento publicitário

Em 2023, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva destinou R$ 142 milhões para a publicidade na TV Globo e seus canais afiliados, representando um aumento de 60% em comparação com os R$ 89 milhões investidos pelo governo anterior de Jair Bolsonaro (PL) durante seu último ano.

Este incremento foi informado pelo Poder360 e reflete a decisão da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), sob liderança de Paulo Pimenta (PT), e dos 38 ministérios do atual governo. A comparação dos valores, ajustados pela inflação, foi baseada nos dados do Planejamento de Mídia do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (Sicom).

Enquanto a TV Globo observou um aumento significativo nos investimentos publicitários do governo de Lula, outras emissoras, como Record, SBT, Bandeirantes, Rede TV! e suas afiliadas, tiveram reduções substanciais, algumas até pela metade do valor anteriormente recebido. A CNN Brasil registrou um leve acréscimo, de R$ 1,4 milhão para R$ 1,5 milhão. Comparativamente, a parcela do orçamento da Secom destinada à Globo saltou de 28% em 2022 para 56% sob a gestão de Lula.

A Secom defende o uso de “critérios técnicos” por agências contratadas para a alocação dos recursos publicitários. Em contraste, o levantamento também aponta para uma preferência do governo Lula pelos investimentos em televisão em detrimento de outros meios, como a internet, que viu sua parcela de verba publicitária reduzir de 17,5% em 2022 para 14,2% em 2023.

Na recente comparação dos orçamentos dedicados às campanhas de combate à dengue, o Governo Lula alocou 61% menos recursos do que o governo anterior de Jair Bolsonaro. Este corte significativo no financiamento representa uma notável reorientação nas prioridades de saúde pública, considerando a persistente ameaça que a dengue representa em várias regiões do Brasil. A redução nos investimentos nas campanhas de conscientização e prevenção pode impactar diretamente a eficácia das medidas de controle do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença, potencialmente afetando a capacidade do país de lidar com futuros surtos.

A diminuição dos fundos para ações contra a dengue levanta preocupações sobre a capacidade do país de lidar com surtos e prevenir a propagação do Aedes aegypti, vetor da doença. Um dos fatores contribuintes para a crise atual da dengue é a redução dos esforços governamentais em educar a população sobre a importância das práticas preventivas. Tradicionalmente, essas orientações são disseminadas através de campanhas de conscientização veiculadas na mídia.

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