Mesmo após declarações racistas e machistas proferidas na mesma semana, a grande mídia não critica Lula

Além de ter dito a uma mulher negra que presumiu que ela devia gostar de "batuque", também afirmou que mulheres não querem se relacionar com "ajudantes gerais". Internautas brincaram, dizendo que Lula "lançou a redpill"

Durante uma cerimônia de anúncio de investimentos na fábrica da Volkswagen em São Paulo, em 2 de fevereiro, Lula chamou a atenção ao fazer comentários considerados insensíveis sobre uma mulher presente no evento. Ele questionou sua ocupação e, ao descobrir que ela era uma aprendiz premiada na empresa, fez observações sobre sua etnia e suas possíveis preferências culturais.

“Essa menina bonita que está aqui… Eu estava perguntando: ‘O que é que faz essa moça sentada? O que é que faz essa moça sentada que eu não ouvi ninguém falar o nome dela?’. Eu falei: ‘Ela é cantora. Ela vai cantar’. Aí perguntei: ‘Não, não vai ter música. Então ela vai batucar alguma coisa? Porque uma afrodescendente assim gosta de um batuque, de um tambor’. Também não é”, disse Lula, ao segurar as mãos da mulher.

Além disso, durante a inauguração de um ginásio educacional no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, Lula abordou a importância da educação com comentários que geraram controvérsia. Ele enfatizou a necessidade de ter uma profissão e evitou o estigma de ser apenas um “ajudante geral”, mas suas declarações incluíram uma narrativa sobre o papel das mulheres e sua suposta exigência de parceiros com empregos estáveis.

“Em fábrica, a gente sabe que tem que ter uma profissão. Se a gente não tiver uma profissão, a gente vai ser ajudante geral. E ajudante geral não ganha nada”, exemplificou o presidente. “Nenhuma mulher quer namorar com um cara que mostra a carteira profissional, ‘qual é a sua profissão?’, e tem a profissão ajudante geral”.

“A mulher fala ‘pô, cara, nem uma profissão você tem para levar o feijão e o arroz no final do mês? E as crianças que vão nascer? Como é que a gente vai cuidar?’ Então tem que estudar”, disse Lula.

Alguns internautas até brincaram, dizendo que Lula “lançou a redpill”, termo que para alguns grupos do nicho significa algo em torno de “verdades incovenientes para o politicamente correto da sociedade”.

Embora esses incidentes tenham sido relatados pela mídia, a crítica foi notavelmente menos incisiva do que aquela direcionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro em situações semelhantes.

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