Motivo da operação da PF foi a preocupação de Bolsonaro com a democracia e com parcialidade do STF

"O que está em jogo é o bem maior que nós temos e contamos aqui na terra, que é a porra da liberdade." Disse Bolsonaro

Na reunião ministerial realizada em 5 de julho de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou sua equipe a agir antes das eleições para evitar “um caos no Brasil”. Ele expressou preocupação com o cenário político e sugeriu que a esquerda poderia vencer o pleito, mesmo com sua suposta popularidade. Bolsonaro enfatizou a necessidade de ação imediata para evitar potenciais conflitos após as eleições.

“Nós sabemos que, se a gente reagir depois das eleições, vai ter um caos no Brasil, vai virar uma grande guerrilha, uma fogueira no Brasil. Agora, alguém tem dúvida que a esquerda, como está indo, vai ganhar as eleições? Não adianta eu ter 80% dos votos. Eles vão ganhar as eleições”, afirmou o ex-presidente.

No vídeo divulgado por O Globo, Bolsonaro instigou seus ministros, alegando que todos tinham muito a perder e que era necessário agir antes que fosse tarde demais. Ele criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por convidar as Forças Armadas para integrar o comitê de transparência eleitoral, questionando a decisão e sua própria autoridade como comandante supremo das Forças Armadas.

“Vocês sabem o que está acontecendo. Achando que esses caras estão de brincadeira? ‘Ah, vamos lá…’ Não estão de brincadeira. O que está em jogo é o bem maior que nós temos e contamos aqui na terra, que é a porra da liberdade. Mais claro, impossível. Nós [inaudível] vamos ter que reagir.”

Além disso, Bolsonaro levantou dúvidas sobre a imparcialidade dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), citando nominalmente Fachin, Barroso e Alexandre de Moraes. Ele sugeriu que acreditar na isenção desses ministros era questionável, levantando dúvidas sobre a integridade do sistema judicial.

O ex-presidente também refletiu sobre sua vitória em 2018, descrevendo-a como uma surpresa dada sua posição política anteriormente menosprezada como deputado federal. Ele usou termos fortes para descrever sua condição na época, enfatizando sua ascensão política improvável.

“Alguém acredita em Fachin, Barroso e Alexandre de Moraes? Se acreditar levanta braço? Acredita que são pessoas isentas?”, acrescentou.

O então presidente definiu sua vitória em 2018 como uma “cagada”, ou “cagada do bem”, lembrando que era um deputado federal “fodido” e “escrotizado”:

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