Não ao Aborto. Sim à vida.

A descriminalização do aborto volta ao centro do debate público, dessa vez por conta da liberação para votação da ADPF 442 pela ministra Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), essa a ação que discute a possibilidade de descriminalizar o aborto em gestantes com até 12 semanas de gravidez.

Esse é um debate que se arrasta há anos no congresso federal e em outras instâncias de poderes, mas dessa vez temos uma possibilidade concreta para a legalização do homicídio. Em verdade, tal ação perpetrada pelo PSOL é mais uma tentativa de usurpar o poder legislativo dos congressistas e de passar por cima da vontade de milhões de brasileiros que são contra o aborto, e a favor da vida.

O que nunca podemos esquecer é de defender o bem mais precioso que nos foi concedido por Deus: a vida. A vida em sua concepção desde o início.

A vida é um dom de Deus, nos lembra Frėdéric Bastiat no início de sua grande obra A Lei, escrita em 1850. Nela, o autor advoga, entre outras medidas, que as leis promulgadas devem zelar pelas faculdades primordiais da existência da humanidade. Deus, em sua infinita sabedoria e misericórdia, incumbiu-nos de preservar, desenvolver e aperfeiçoar a nossa condição humana.

Bastiat, ainda na metade do século XIX, alertou para a corrupção da lei e como ela poderia ser utilizada para afrontar aquilo que a princípio garantiu sua própria existência. Em seu primeiro capítulo, o autor explicita que:

“Este processo é necessário para que a vida siga o curso que lhe está destinado. Vida, faculdades, produção – e, em outros termos, individualidade, liberdade, propriedade – eis o homem. E, apesar da sagacidade dos líderes políticos, estes três dons de Deus precedem toda e qualquer legislação humana, e são superiores a ela. A vida, a liberdade e a propriedade não existem pelo simples fato de os homens terem feito leis. Ao contrário, foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes, que os homens foram levados a fazer as leis”.

Um outro pensador influente do Liberalismo, o filósofo John Locke, escreveu em um de seus tratados sobre o governo civil que os homens deveriam gozar dos chamados direitos naturais: vida, liberdade, igualdade e propriedade privada. Notem que o direito à vida vem primeiro. Isso apenas prova que, sem o direito à vida, nenhum dos outros direitos pode existir.

Quero acreditar que estou errado em dizer que o STF age como mais um braço de uma agenda abortista e demoníaca, que contraria ao direito natural e à lei divina. Quero acreditar que mesmo com o voto favorável da Rosa Weber, em favor da descriminalização do aborto, os demais ministros sejam tocados pela sapiência divina e não deixem sua digital nesse crime de lesa pátria e que vai contra a própria constituição que garante o direito a vida e os direitos do nascituro.

Não escrevo tais palavras por mim, mas pelas futuras gerações que ainda não nasceram. Esses não possuem voz e por isso julgo ser necessário me levantar e ir de encontro aos inimigos da vida.

Muitos daqueles que defendem o aborto, posam como sendo heróis da justiça social. Muitos desses mesmos são vegetarianos, lutam contra o extermínio dos ovos da tartaruga, levantam bandeira contra os canudos plásticos, abraçam árvores, defendem cachorros, gatos e papagaios, mas parecem ser cegos para o bebê no ventre da mãe.

Como um professor, linguista por formação, sei que as palavras possuem poder. Aborto nada mais é do que um eufemismo para assassinato de bebês. Que nunca nos esqueçamos disso.

Lembremos que o brasileiro é majoritariamente contra o aborto. Dito isso, conclamo a todos que aqui que me leem a pressionaram os juízes da Suprema Corte e os políticos do Congresso Nacional para que estes se posicionem contra qualquer ideia que caminhe na direção de legalizar o aborto.

Para além de tudo isso, o que nos resta é rezar pela providência divina, para que afasta da mente de nossos ministros toda a maldade e que guie os togados em direção ao que é certo, belo e moral. Que eles possam somar coro a voz de milhões de brasileiros que dizem SIM a vida e NÃO ao aborto.

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Conheça o autor do texto

professor Leonardo Lisboa é especialista em ciências humanas pela PUCRS e assessor parlamentar.

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