República completa 134 anos de ditaduras, golpes, impeachment e atraso para o Brasil

O Farol Diário convidou os professores Adriano Paranaiba, Leonardo Lisboa e Fernando Henrique Leitão para falar sobre o tema

No dia 15 de novembro de 1889, o Império brasileiro chegou ao fim por meio de um golpe de Estado que proclamou a República através de militares.

Nesta semana, essa mesma República completa 134 anos de instabilidade política, diversos golpes de Estado, impeachment e até um presidente preso.

Para avaliar os impactos da República no Brasil, O Farol Diário convidou diferentes intelectuais que compartilharam um pouco de sua percepção sobre a República brasileira.

(Foto: reprodução)

Segundo Adriano Paranaiba, professor de economia do IFG e Vice-Presidente do Instituto Mises Brasil, a proclamação da República foi o começo do desastre do Brasil como nação.

“A proclamação da República foi o início da tragédia institucional que vivemos atualmente no Brasil. A implantação de um novo regime por elites militares, com o ímpeto revolucionário das mesmas, trouxe instabilidades ao ordenamento nacional, impedindo que o país criasse um projeto de longo prazo como nação”, explicou Adriano.

O professor ainda lembrou que a República trouxe consigo as primeiras crises econômicas e tirou o Brasil dos trilhos do progresso.

“A instalação da República trouxe a maior crise econômica registrada, altas taxas de inflação graças ao Encilhamento, política econômica que destruiu a capacidade de investimento do Brasil. O país que até então trilhava o caminho da prosperidade e relevância internacional (como exemplo, o telefone, inventado em 1876, teve no Brasil a primeira linha em 1877) mergulhou em crises sucessivas que perduram até hoje”, concluiu o professor.

(Foto: Fernando Henrique César Leitão)

Já para Fernando Leitão, advogado e professor, o golpe militar abalou profundamente as estruturas sociais e políticas brasileiras.

“O golpe militar republicano alterou profundamente as estruturas estatais brasileiras, introduzindo conceitos artificiais que culminaram com a secular instabilidade e decrepitude governamental do país”, explicou o advogado.

(Foto: reprodução)

Para o professor Leonardo Lisboa, a República mostrou logo no começo que não era um regime feito para o povo brasileiro, mas sim para uma determinada elite composta por funcionários públicos e amigos do presidente.

“O discurso de governar em prol do povo caiu por terra nos primeiros anos do século XX, quando golpes seguidos de golpes e revoluções tomaram conta do cenário político do Brasil.

O professor Leonardo também defendeu a tese de que a República nasceu pior do que o Império e já começou falida moralmente.

“Na minha opinião, a República já nasce fracassada e porcamente pior do que a monarquia constitucional”, concluiu o professor.

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