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Articulação petista mira São Paulo com Alckmin no governo e Haddad no Senado

Resistência de ambos desafia estratégia do partido, que vê risco de derrota esmagadora e ameaça à reeleição de Lula

Lideranças do PT próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciaram uma movimentação para lançar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao governo de São Paulo e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao Senado em 2026. O objetivo é enfrentar a possível reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e garantir um palanque forte no maior colégio eleitoral do país, considerado crucial para um eventual novo mandato de Lula. No entanto, ambos os nomes resistem à ideia.

Segundo apuração de O Farol Diário, petistas avaliam que Alckmin é o único nome com potencial para evitar uma vitória acachapante de Tarcísio no primeiro turno. O ex-governador, que comandou o estado por quatro mandatos, traria recall eleitoral e poderia repetir o desempenho de Haddad em 2022. Na ocasião, tanto Lula quanto o ex-prefeito de São Paulo obtiveram cerca de 44% dos votos válidos no estado.

Sem Alckmin, o PT teme que uma derrota expressiva em São Paulo comprometa a imagem de Lula e fragilize sua base nacional. A entrada do vice na disputa também abriria espaço para negociações políticas: com a vaga de vice liberada, o MDB poderia ser atraído com o nome do governador paraense Helder Barbalho, considerado favorito internamente.

Ainda assim, o PSB resiste. O presidente da legenda, Carlos Siqueira, ironizou a proposta, dizendo que o PT quer “mandar Alckmin para o sacrifício”, enquanto protege sua própria bancada. O ministro Márcio França, também do PSB, ensaia uma candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, mas enfrenta desconfiança dentro do PT quanto à sua competitividade.

Haddad, por sua vez, é visto como nome viável ao Senado, mas tem repetido que não pretende disputar cargos eletivos em 2026. Apesar disso, lideranças petistas acreditam que um pedido direto de Lula poderia fazê-lo reconsiderar. A possível candidatura de Eduardo Bolsonaro (PL) ou de Guilherme Derrite (PP) à vaga reforça a necessidade, segundo o PT, de um nome forte na disputa majoritária paulista.

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