Lula se mostra preocupado com futura crise econômica

A possível desaceleração e as estratégias para impulsionar o crescimento econômico geram debate e pressões políticas, enquanto o governo busca evitar cortes e impulsionar investimentos

Lula manifestou sua inquietação diante da possível desaceleração econômica em 2024, levando a equipe econômica a estudar estratégias para impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB), como reportado pela Folha de S.Paulo. As previsões apontam para um crescimento modesto de 1,6%, suscitando questionamentos sobre a precisão das projeções do mercado desde 2021.

Diante desse cenário, defensores do governo argumentam que as atuais estratégias econômicas podem não ser suficientemente eficazes para estimular o crescimento, instigando o governo a considerar a implementação de novas ferramentas. O Partido dos Trabalhadores (PT) pressiona para que o governo de Lula deixe de lado o objetivo fiscal de evitar déficits, sugerindo que despesas além do orçamento poderiam impulsionar o crescimento econômico.

Há uma ênfase na necessidade de implementar efetivamente as ações já anunciadas e acelerar sua execução para garantir um melhor desempenho dos investimentos, que, segundo informações, estão em declínio. Parceiros do governo expressam preocupação com a possibilidade de cortes de gastos no início do ano, o que poderia inviabilizar os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Adicionalmente, o governo demonstra determinação em evitar a renúncia fiscal decorrente da desoneração da folha de pagamento. Para isso, emitiu uma medida provisória, contornando a decisão do Congresso que havia aprovado a desoneração até 2027.

A lista de estímulos governamentais para impulsionar o crescimento econômico inclui o pagamento de R$ 93 bilhões em precatórios, investimentos previstos pela Petrobras, o programa de empréstimos do BNDES para projetos estruturantes, o programa Letra de Crédito do Desenvolvimento do BNDES no segundo semestre, concessão de empréstimos pelo BNDES com recursos do Fundo Clima, e a aceleração da regulamentação de projetos já aprovados, como o Marco Legal de Garantias e a lei recentemente avalizada pelo Congresso que cria as debêntures de infraestrutura.

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