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Polícia Civil frustra ataque com explosivos no show de Lady Gaga no Rio

Operação "Fake Monster" desmantela quadrilha que recrutava adolescentes para crimes violentos e impede tragédia durante apresentação para 2,1 milhões de pessoas.

RJ: Polícia impede atentado com explosivos durante show de Lady Gaga em Copacabana

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou neste domingo (5) que impediu um ataque planejado com explosivos improvisados durante o show da cantora americana Lady Gaga, que reuniu mais de 2,1 milhões de pessoas na praia de Copacabana no sábado (4). A operação “Fake Monster” resultou na prisão de um suspeito no Rio Grande do Sul e na apreensão de um adolescente no Rio de Janeiro.

De acordo com as autoridades, o grupo criminoso atuava principalmente na internet, recrutando jovens para promover atentados e transmitir os atos violentos ao vivo. Os alvos principais seriam crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+, conforme apontou a investigação. A ação contou com o envolvimento de diversas delegacias especializadas e com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os criminosos tratavam os ataques como um “desafio coletivo”, motivado por ideologias extremistas e busca de notoriedade nas redes sociais. A Polícia Civil detalhou que os envolvidos promoviam crimes de ódio, radicalização, pedofilia e automutilação, criando uma rede de estímulo à violência sob a fachada de pertencimento virtual. Durante as diligências, 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro estados.

A operação foi batizada de “Fake Monster”, em referência ao apelido “little monsters”, usado por Lady Gaga para se referir aos seus fãs. Segundo o O Farol Diário apurou, o trabalho conjunto das forças de segurança evitou qualquer impacto direto no evento, evitando pânico entre o público e mantendo a ordem no entorno do megashow.

Paralelamente, outra frente da Polícia Civil agiu contra a maior quadrilha de roubo e receptação de celulares do estado. Dezesseis pessoas foram presas, incluindo quatro líderes do grupo, que operava com tecnologia avançada para desbloqueio de aparelhos. Cerca de 200 celulares, notebooks e máquinas de cartão foram apreendidos, evidenciando a estrutura sofisticada da organização, que visava grandes eventos como o show de Lady Gaga para aplicar seus golpes.

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